A Polícia Civil esclareceu as circunstâncias do incêndio que resultou na morte de Ereni Batista, de 44 anos, ocorrido no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, em Paranhos. A investigação apontou que o fogo foi provocado pelo ex-companheiro da vítima, Juares Fernandes, de 52 anos, que utilizou um desodorante aerossol e um isqueiro para iniciar as chamas dentro da residência, enquanto a mulher estava no local.
De acordo com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Paranhos, diversas diligências investigativas foram realizadas e elementos probatórios coletados, o que possibilitou esclarecer a dinâmica do crime. Durante o andamento das investigações, foram colhidos depoimentos e reunidos indícios que apontavam para a possível participação do suspeito.
As informações levantadas permitiram a reconstrução preliminar dos fatos. Segundo apurado, momentos antes do incêndio a vítima havia deixado o local onde estava ingerindo bebidas alcoólicas e se deslocado até sua residência para dormir.
Diante das provas reunidas e das contradições apresentadas ao longo dos depoimentos, o suspeito foi novamente ouvido pelas autoridades policiais. Confrontado com os elementos já obtidos durante a investigação e sem conseguir sustentar uma versão diferente para os fatos, o homem acabou confessando o crime.
Em depoimento, ele relatou que utilizou um desodorante aerossol juntamente com um isqueiro para atear fogo na casa, o que fez com que as chamas se propagassem rapidamente pelo imóvel.
Após a confissão, policiais civis realizaram novas diligências nas proximidades do local e conseguiram localizar os instrumentos utilizados no crime, um isqueiro e um frasco de desodorante aerossol.
Diante das evidências, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do autor, pedido que recebeu parecer favorável do Ministério Público.
Fonte: Dourados News




