Três crianças, de 8, 9 e 11 anos, promoveram um verdadeiro ato de vandalismo contra uma escola municipal localizada no assentamento Mutum, na cidade de Santa Rita do Pardo, a 199 quilômetros de Campo Grande. O caso envolvendo os menores foi registrado no último domingo (18), pela Polícia Civil como dano qualificado ao patrimônio público.
Segundo informações policiais divulgadas pelo Cenário MS, o diretor da instituição soube do ocorrido após o pai de duas das crianças enviar uma mensagem informando que as filhas e um vizinho “fizeram uma zona na escola”. O homem contou que sentiu falta das meninas e, ao procurá-las, ouviu barulhos vindos de dentro do colégio. O grupo teria entrado por uma janela basculante, mas não conseguiu sair pelo mesmo caminho, sendo necessário que os pais fossem buscá-los no local.

Ainda segundo o site, o cenário encontrado era de total desordem. Vídeos gravados no local mostram salas de aula e a secretaria cobertas por tinta colorida, papéis picados e materiais escolares destruídos. Além da sujeira, foram registradas pichações com frases ofensivas e desenhos obscenos nas paredes, atingindo até mesmo decorações de Natal que ainda estavam no prédio.
Equipamentos como computadores, teclados e uma impressora de grande porte foram atingidos por jatos de tinta e ficaram danificados. Como os envolvidos são menores de 12 anos, a legislação brasileira os define como crianças, o que significa que não respondem por crimes, mas sim por atos infracionais. Nesses casos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê a aplicação de medidas de proteção, que podem incluir acompanhamento pelo Conselho Tutelar e encaminhamento a serviços de orientação.
A prefeitura informou que os equipamentos eletrônicos danificados fazem parte de um contrato de locação, o que deve agilizar a substituição por meio do seguro ou da empresa prestadora do serviço.
Em nota, a prefeitura de Santa Rita do Pardo afirmou que as equipes de limpeza e manutenção já estão trabalhando para recuperar o ambiente. O objetivo é garantir que o cronograma escolar não seja afetado e que as aulas comecem normalmente no início de fevereiro, conforme planejado.




